O Que Sou

Sou um poeta,
Sou um tolo !
Tolo que porque me apaixonei,
Tolo porque sei do amor,
Tolo sim, mas nunca ignóbil !
Posso ter errado algumas vezes
Sei que errei e nunca pedi desculpas.
Sou um tolo,
Tolo porque minha culpa me circunda, me enclausura.
Tolo porque não soube corrigir.
A culpa de um tempo atrás agora me apráz,
Sou um insensato !
A minha confição me aprisiona
Minhas palavras fogem do pensamento,
E ecoam nessas palavras malditas,
Malditas sim, porque sumiram na hora correta,
O que posso fazer a não ser lamentar ?
Minha confição me define como um fraco,
Sou o que sou e não vou mudar, ninguém muda uma covardia
minha confição me aprisiona !
Amei, e por muito tempo, ainda amo...
sou um escravo destas palavras que se confundem com o abismo
Que me levam a solidão... A funesta solidão.
Amei e agora o que restou ?
Só há frio no meu peito !
só há vazio nos meus sonhos !
Só há a ausência na minha glória,
Só existe um caminho...
A vaga solidão
Que em mim jás !
( Fabricio souza )

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