Minhas mãos navegando em você
Barco a vela e velejar,
Mar sereno a se agitar.
Entre beijos lânguidos e mordidas discretas
Tu se arqueias para eu te
possuir,
Me da o pescoço como a um vampiro
Para eu me deleitar com tua pele de anjo.
Na parede em rendição
Me faz desejar o teu mar,
Com mostras de seios a suplicar
Por um beijo cheio de paixão.
Desço navegando a língua por teus montes,
Em arrepio segura o lábio aos dentes
Em frenesi me aprisiona ao teu corpo.
Teus olhos a me olhar…
Tua boca a sussurrar…
Teu gosto a me inebriar…
Em tudo um enlevo ...
Na cama deitada e despida
Sem pudor, sem mais poder esperar
Em beijos loucos de frenesi
Se insinua para eu te possuir.
Entre tuas pernas teus lábios me gritam
E eu os acalmo com beijos sem divindade,
Com a língua em liberdade
Em nosso mundo, sem frívolas vaidades.
De bruço co’as nádegas em inclinação
Vou a ti envolto na insanidade de um vilão,
Vou embebido de tua paixão,
Vou porque só há o paraíso em você
Fora é tudo solidão.
Assim preciso do teu júbilo de prazer.
- Me beija mais! pois o tempo é curto
Eu amo esses lábios que me fazem amar.
Eu gosto do teu gosto de paz.
A serenidade de nossa densidade
É a o fluxo de arte de Sodoma sem redoma
Em ti crua e quente me faço um deus.
Quando em sussurros inefáveis
Me lança um olhar de desespero e esperança
Segura minha cabeça e faz querer ficar em você
- Não preciso de mais nada, já posso morrer !
Não fazemos sexo, nem fazemos amor.
Nos recriamos o início da existência
Onde somente reinava a paz em silêncio
E o tempo foi eterno enquanto durou a mansidão.