Mais um Dia
Hoje eu quase me entreguei,Senti a morte me aquecendo com seu frioMe tornando ainda mais fraco,Me deixando com medo de viver,Me atordoando com seu saborMe envolvendo com sua nostalgia.Hoje eu cheguei a chora em silêncio.Nem uma lágrima deixei manchar meu rostoNem um um ai deixei ecoar na cidade Só chorei em abstenção da fé.Quase perdi a esperançaMas pensei no meu próprio poema sobre esperançaE mais uma vez chorei...Chorei como choram as crianças,Chorei de pirraça, birra e impregnação da preguiça.Mas não me dei por derrotado.Não vou me entregar .Não vou me livrar da guerra porque eu vou vencê-la,A batalha não a deixarei partir sem minha vitória.Hoje eu sentir o gosto do fracasso,Na minha língua um dissabor amargo da derrotaNos meu olhos o manto do fracasso peculiar.Hoje apesar de tantas desventuras pessimistasEu resolvi lutar...Vou caminhar com cabeça erguidaE vou olhar meu futuroE gritar para ele, que apesar de tudoEu o alcancei !Vou para frente por mim mesmo,Vou sim, porque meu futuro não é só meuMas eu ainda tenho meu amor ao lado,Minha mãe preciosa e minha família que amo.Vou para o futuro com uma paixão no peito,Com minha vida em construção,Porque eu tenho você - Meu doce Lírio branco Porque eu tenho - minha querida amada !porque eu tenho - minha majestosa Mãe!Porque eu tenho me tornado completo.Hoje foi mais um dia de desânimo,Sei que outros virão. Eu estou FELIZ por ter tudo o que eu não mereço.
Lágrimas de um Enfermo Poético
Longe de teus encantos vivo na nostalgiaEm desconsideráveis tensõesPreso na tristeza de uma funesta alegria.- Sou laico e idôneo, poesias sem emoções.Sem teu braços eu sou doenteme afogando nas lonjuras de um mar bravioCom teu corpo ausenteSou fogo que não esquenta o frio.Preso no silêncio obscuro de um furacãoCom parte d'alma de um actortransbordado de amor na amplidãoTentando ludibriar a praga da dor.Sinto nos meus olhos o pranto da morteNo peito, nas mãos as denaides tão frias.Que rogam por mim no inferno ainda forteNas trevas de uma ilusão vazia.O diabo me traz a solidão como um licorUm doce veneno como a Hidra de LernaAprofundamdo-me nos desejos de um ébrio vencedorIndo ao inferno do fundo de uma taverna.Sinto a escuridão podre chegarNão vejo mais nem a sombra de meu narizSem você só sinto a amargura de chorarO asco podre de não ser feliz.Uma idéia, uma obsessão - Você !Tudo que torna meu canto roucoÉ gritar ao céu e perceberAs ancias que me deixam louco.Tu ! Só você tens na mão a chaveQue pode devolver-me o humorOu então pode ser que me agraveA insensatez por falta de teu amor.As Orquídeas do InfernoMe repelem a chama de tua belezano gélido acre de nosso infernoCom almas que me furtam a certeza.Eu almejo com insanidade teu esplendor.- Ó fascínio de minha vida Vinde a mim como bela flor,Traz a mim a paz em vida.Eu quero fugir do Diabo que me convémque atormenta meus anosque vai e volta sem vintémMe enchendo de mais e mais desenganos.Tu me dá esperança na vida e mocidade,Me deixas forte como um DeusPena, tu somes na cidadeDeixando-me no frio sem os braços teus.Sou ermitão, Ateu e Bucólico,um paradoxo do engano,Um escolhido, Artista e melancólicopreso em teus encantos no oceano.já convercei com LeviatãNo fundo saturnino do mar,o demônio me explicou sobre o afã.- Minha desgraça é te amar !Seus sussurros como o som do alaúde Vem sereno e me torturaJunto a morte que me iludeEmpurrando-me a sepultura.Teu ser em um beijo me invadeMe rouba, me destroi, me parteCom pura sensibilidadeTu vens como pura arte.Quando longe eu não sinto calorNada me tira um riso,Eu quero, necessito de teu amorNão há nada... Você é tudo que eu preciso.Você me fascina como auroraE me toma como de açoite.Longe, parece que me ignora.Eu vivo no consolo, no término... A noite.
Lamúrio de Bar
Tu me dá ardor,
Puro àtimo de amor
Constante lamento inodor
ou só somos universo da dor.
Tens na mão a vida
No caminho minha querida
Esta estrada dolorida
É chamada de pura intriga.
Da flor em mim brotou espinho
Da mágoa só canta o pinho
Agora neste instante sozinho
Mero mortal com pedras no caminho.
Teu amor é nossa paixão
No ar que me transforma em amoção
No ardores do meu pobre coração
Sou eco sem vida na escuridão.
Tudo que posso querer é teu sorriso
Mas não posso tê-la aonde eu piso
E você sabes que de tu eu preciso
Em meu destino, sou frouxo e indeciso.
Nossos corpos são pura chama
Nos delírios em que me ama
Minh'alma ainda reclama
Não querer-te só na cama.
A vida é um vago instante
Caminhamos e sejamos livros na estante
Lascivos amantes
De aventuras inda aos dias errantes.
Minha pele é tua controvérsia e incorreção,
Somo loucos em finita indagação
No lamento não nobre de uma paixão
Somos corretos sem exatidão.
Porta de casa,
Junta a asa
De um anjo em brasa
Morto na praça.
Eu tenho em ti um erro que amo
Tenho em nós ardores que reclamo
Mas a canção vem do piano
dos bares que sozinho ando.
Eu te quero muito e de Mais
Dos dias frios contigo... Paz !
Do nosso amor a paixão jaz
Não dá pra ficar sem você... Só lágrimas no meu diaTua alma é minha rebeldiavocê completa minha alegriaSó em tinha tenho a alforria.Não te peço só um dia em teus braçosQuero ser o cminho de teus passosQuero viver a beleza em teus abraçosNão dá pra ficar sem você...
Triste Destino dos Meus Desatinos.
Não choro por você, nem por ninguém
As minhas lágrimas são de minhas próprias confusões
Não é por nós nem por outrem
O ideal são minhas incertas convicções.
Solto palavras com ímpeto do momento
No fronte da indecisão de agora
Como tudo termina no fim sem sentimento
Eu, você...A gente...Nós jogamos tudo fora !
São certas decisões que nos completam
É o pragmático ser da paixão que nos torna a loucura
E de tudo que se vai, sentimentos nos restam
No desprazer do fim em plena amargura.
Minha impureza de pensamentos soltos
É que traz a paz que eu necessito
Sem teus olhares devassos e revoltos
Como de quem me argumentasse em pleibicíto
Não te amo, como os loucos devem amar seu amor
Mas te desejo na veracidade que levo a vida
Eu brinco com palavras ousando seu furor
Mas sempre me abro uma ferida.
Não culpo a lógica de tua vida simples desregrada,
Não culpo a tua covardia.
Não pretendo te ver desventurada
Não... Eu quero ainda que tu sorrias.
Eu sou um hipócrita que sabe dissimular
Sou um asno que sabe como refletir,
Eu sou uma peça divina do dom de enganar
Nada mais faço, com a merda do prazer de iludir.
Ser poeta não é chorar com plenitude
Mas é viver sem esperança
Nos verdores da paz que me ilude
Nas horas da minha amarga bonança.
Pobre é do coração amargo que carrega um triste destino
De ser um poeta, que ama o inseguro.
As horas de desventura em desatinoMe afogando em um amor tão impuro,A parte que me cabe no mundo da agoraÉ o vazio que tudo me deixou,De meu passado e presente, o que me resta agora ?Em mim só a tristeza se fixou.Não choro por um fimNão... Tudo um dia tem que acabarMas os ais que vagam em mimSão os lamúrios que ainda hei de chorar.Sou poeta, porém não quero caducar como taisVou viver na luxúria enquanto durar a mocidadeNa eternidade quando não der maisVou me matar revendo as verdades.