Saturday, December 05, 2015

A arte que arde




Há arte mais profana
que o corpo de mulher ?
É paz, é loucura, é poesia mundana
É balburdia da briga entre a sensatez e a fé

Como pode uma carne tão saborosa
Que na alma deixa parte de teu sabor,
Que na boca me beija tão amorosa.
É paixão, é luz, é breu é amor

No corpo veste ceda, veludo, não sei o que é…
Faz parte do brisa, do orvalho, não pode ser normal.
Assim é o corpo da mulher:
Tão puro, tão doce, tão carnal

É arte que faz parte da poesia
De todo o ser apaixonado,
É a parte da mais doce alegria
Que briga entre a religião e o pecado

Tudo que é profano e sastisfaz,
Seduz tanto o homem quanto a própria mulher,
O enlevo, o encanto ali jáz
Assim…tão doce, um corpo que É

É a causa da razão endoudecida
De brigas e paz,
É tenra, é doce, no mais embebida
No Tango, na Salsa, no Samba e no Jaz