Soneto
As horas de
escuridão são infinitas
No poente
nevoeiro das dúvidas humanas,
São as
pétalas mais bonitas
Do cativeiro
das ilusões mundanas.
Quando vem a pura solidão
E o caos se
faz presente no abismo do pensamento,
Perpetua-se
a fé da alfurja escuridão
Nos arredores
do pensar cheio de tormento.
Sou paz que
não se apraz em mim.
Tenho na
mente uma euforia auforriada
Mas me
escondo no breu lago do fim
Tanto sou
como dexei de ser
A liberdade
de viver afogada
Nas horas
sem pétalas, sem luz…perto de apodrecer

