Wednesday, February 25, 2015

Soneto




Em instantes podemos perder a razão...
Nos momentos em que a vida pede calma
Partimos em pedaços e colamos a emoção
Na parte que partiu da luz d’alma

Somos partes frágeis dos restos de fragmentos
Que colamos com lama do oprobrioso mundo.
É o que em mim desfigura meus pensamentos.
Viemos do pó, tornamo-nos pó… Lamaçal fecundo !

Chegamos onde queríamos com as mãos atadas
Mas os sonhos são o que nos move a frente,
Mesmo Que a queda seja difícil de se aceitar.

As Partes do que nos faz parte estão tão amarradas
Em pedaços da lamúria de quem mente
Que é difícil olhar na vida algo em que acreditar

Thursday, February 12, 2015

Frente ao Espelo




















Meus olhos no espelho são um vazio
Que mostra o que me tornei
Por traz dos aços e silêncio que homizio
A vontade torta de não ser onde parei

Por isso o Som que acoa das astes do silêncio
Ferem minh’alma com agruras e desrespeito.
Nas horas em que o mundo não me vê
É quando me sangra mais o peito.

O olhar no espelho não é o que sonhei
As feridas na pele crua,
Os ais de desesperança que partilhei
Nas vielas da vida, perdido na rua.

Cada vez que me sinto sozinho
Tenho que me erguer segurando cada lembrança
No forte que é o ardor do carinho
Da minha amada que germina esperança

Cada vez que minha dor bate e lacera feroz
No frio do espelho que me vejo sem vida
é neste momento que me vem a suave voz
Na lembrança mais doce de minha querida.

Não sou vidente, porém no espelho vejo algo de futuro
Co’as olheiras na carne entristecida
Sinto o sangue pulsar um lodo escuro
Querendo reverter minha simples vida.

Vivi algumas mentiras outras verdades
Mas o que ficou e me faz crescer
Não são minhas frustrações ou vaidades
É saber que é por amor que luto para viver.

Tuesday, February 10, 2015

Doces Cinzas
















Doces cinzas caem sobre mim…

Fuligens do inferno que erudiram sobre pensamentos
Que revelam o lúgubre céu do fim,
Entre frustrações das cordas dos acontecimentos
Que passam, arrebentam, distorcem e levam o sorriso.
Cinzas repousam em meus lábios secos… Rachados
E empedram as dores que não preciso
Antes de eu tê-las levadas
Para o abismo do frio esquecimento
Antes de eu fechar os olhos em sonhos
De um futuro sujo em apodrecimento
Dos infantis olhares dos escuro medonho.
Por que sofrer é tão fácil assim ?
Por que o que é ruim não é finito ?
Não compreendo as confusões formadas em mim
Tão menos por que o que é dor vem com um grito.
Assim como em Pompéia morreu a felicidade
Parece com a vida quer só empedrar o que feio,
As cinzas como as frustrações vem com a maldade
Que aprisiona… Que Tira o rútilo e parte ao meio.
Doces cinzas voam com o vento 
E no frio d'alma dorme e aguarda como a fênix,
Enquanto restar uma centelha de dor
A amargurar vai brotar no sorriso, no lábio e no olhar.
Só restará pedir desculpas pelo que não fiz ao meu amor,
Enquanto restar estas cinzas vazias...
Pedir desculpas pelos momentos que não sorrir
Das confusões d'alma que deixei escapar
Dos lamentos que escondi nos labirintos da confusão
Mas das cinzas brotam e saem para se amostar.
Doces cinzas da pura confusão.



Quero escrever uma história em você…















Quero escrever uma história em você…

Saboreando de começo tuas costas;
Absorvendo todo o langor de teus ombros.
Descendo a língua pelo caminho de Hedonê
Fadigando meus lábios no mar de teu dorso;
Deslisando para além da brecha abrasadora
Co’os pelos arrepiados e sussurros inefáveis
No término do caminho da persuasão para a sodomia.

Quero escrever um história em você…

Com minha língua tateando tuas nádegas
Brincando com o enlevo de teu vale
Me inebriando com o perfume de tua pele.
Quero em você me encontrar com os Deuses perdidos
Que se embriagavam ao sabor da pureza do vinho,
E a cada gota do teu prazer que escorre quente
Quero me acabar em cada segundo do infinito de ti.

Quero escrever um história em você…

Com meus dedos acariciando teus lábios
E meu dentes cravados em tua pele macia.
Quero em teu rebento me deleitar...
Devagar e rápido sem contradição quero te penetrar
E ouvir palavras indefiníveis a razão
Enquanto nossos corpos se chocam em frenesir
E minha mão marca em vermelho tuas nádegas.

Quero escrever um história em você…

Vou desafiar  teus demônios e combatê-los !
Tuas unhas como lâminas destes guerreiros a me cortar
E teus caninos a arrebentar-me o peito no momento final.
Vou vencê-los como ares ou odim não importa…
Vou pegar-te com a força do braços
Precioná-la sobre meu peito e navegar em tua boca
Com mordidas em sofreguidão… Vou combatê-los !

Quero escrever um história em você…

Vou Vira-te em langor ao deleite
Acariciar tua sinuosidade ardil com ambição,
Suforcar-me entre dois montes belos aveludados
E trabalhar a persuasão com a língua já esgotada
No entalhe divino da invocação da luxúria.
Vou escrever amor em ti
E acordar o mau no covil em que guardas a devassidão

Quero escrever um história em você…

Devagar, devagar e devagar… bem devagar
Quero ir ao fundo do caminho estreito
Com minhas veias saltando no aperto do Côncavo
E tua boca mordendo teus lábios.
A meretriz que até então se homiziava em ti
Saindo em fuga da carola que tu vestes
Para o campo de concentração ao obsceno.

Quero escrever um história em você…

Apertar com força cada detalhe teus seios,
E sentir o prelúdio do término com o final dos ais
E no sufocar da garganta seca e os lábios sedentos
Te preencher com minha parte de prazer,
Com o calor que jorra de meu corpo suado
Culminando com a escrita da história em você
Com a tinta do gosto devasso de nós dois.