Thursday, February 12, 2015

Frente ao Espelo




















Meus olhos no espelho são um vazio
Que mostra o que me tornei
Por traz dos aços e silêncio que homizio
A vontade torta de não ser onde parei

Por isso o Som que acoa das astes do silêncio
Ferem minh’alma com agruras e desrespeito.
Nas horas em que o mundo não me vê
É quando me sangra mais o peito.

O olhar no espelho não é o que sonhei
As feridas na pele crua,
Os ais de desesperança que partilhei
Nas vielas da vida, perdido na rua.

Cada vez que me sinto sozinho
Tenho que me erguer segurando cada lembrança
No forte que é o ardor do carinho
Da minha amada que germina esperança

Cada vez que minha dor bate e lacera feroz
No frio do espelho que me vejo sem vida
é neste momento que me vem a suave voz
Na lembrança mais doce de minha querida.

Não sou vidente, porém no espelho vejo algo de futuro
Co’as olheiras na carne entristecida
Sinto o sangue pulsar um lodo escuro
Querendo reverter minha simples vida.

Vivi algumas mentiras outras verdades
Mas o que ficou e me faz crescer
Não são minhas frustrações ou vaidades
É saber que é por amor que luto para viver.

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