Saturday, September 20, 2014

Quero o Silêncio



















Quero o silêncio das noites Soturnas
Corroendo meus pensamentos Vultuosos,
Logrando o sangue passivo das veias
Que aos poucos se esvai em fantasias funestas.
Quero o silêncio dos dias danosos
Que influem nas decisões perdidas dos contaminados.
Aquele silêncio que faz o ouvido zumbir
Nos momentos da sarcástica paz de solidão.
Quero o Silêncio como dos dias de vento
Que traz o som dos fantasmas de antes,
Antes perdidos no instante de morrer,
E guardado na momento pós gozo.
Quero me perder no silêncio que nunca me acompanhou
Nos dias que não me fiz presente,
No Silêncio em que me sufoquei
Perdendo a sanidade de alma ausente.
O silêncio das noites mal dormidas
Procurando por nada mas esperando o vil.
O silêncio que aguça o sentido do medo
E faz o invisível nos saltar os olhos em vultos dançando nas paredes.
Quero o silêncio de uma lágrima,
Quero o silêncio de um nó na garganta,
Quero o silêncio de um tédio
Das horas de um longo pesadelo.
Quero me afogar no silêncio da luxúria
De dois perdidos em gemidos e afagos e suor.
Quero me perder no silêncio dos sussurros

Que os amantes imortalizam na no momento te partir.


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