Vãs
Te amar não
é proferir palavras vãs
Com dizeres
que um louco sem amor diria
Cumprindo
apenas os inevitáveis do afãs
Que a vida
impregnou nas luxúrias de um dia.
Não cito aos
montes um amor de folhas
Entranhado
de palavras de um doudo fingido,
Porque te
amar não é como feridas em bolhas
De sons em inexatos
gemidos.
Não jogo
palavras para que te deixe muito aquém
De alguém
que só quer de entre suas pernas o calor.
Não me faço de saber sobre um bem
Que de nada
respeita minha dor.

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