"Derrepente não mais que derrepente"

As coisas acontencem derrepente
E a cada passo algo pode voltar,
Como os gritos que ecoam livremente
Um dia retornam para assustar.
Quero viver sem prestar atenção na hora,
Saborear as vitórias sem medo do fracasso
Dos erros das quedas de outrora
Dos pulos, do caminhar de cada passo.
Queria sim poder voar,
Olhar o mundo de cima sem medo de cair.
Mas... A queda é um sonho querendo acabar
É a vida querendo se esvair.
Por que existe o derrepente, a volta ?
Eu queria sentir a brisa sem preocupar-me com a ventania.
A alegria que pode virar revolta,
Assim... Acabando com o dia.
Por que a vida é um caminho escuro?
Porque não há luz aonde não se pode ver !
Assi, por mais que me asseguro
Não tem como deixar de sofrer.
É doloroso o punhal da verdade
Quando abre os olhos para o abismo das contradições.
Puro ! Ínfimo os ardores da crueldade
No sonhar dos corações.
Por que derrepente do riso se faz o pranto?
Eu quero mais. Eu quero a felicidade.
Não me importa se há mais desencanto
No aprendizado dos verdoures da mocidade.
Pois da mocidade está passando
E derrepente não se vê por onde se passa.
Não vou ficar a todo tempo me lamentando.
A vida é feita de acasos e sempre há Graça.

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