Tuesday, September 18, 2007

Poética Patética




A vida é assim
Quando nos deparamos com o futuro
Chegamos em um fim
De labirintos escuros,



Ondas de infindas nostalgias
Interferem no ânimo de viver,
Cobre de lama toda a alegria
Da vida se implora para morrer !

Bolhas de silêncio pragmático
Me envolvem no solidão.
Um ser dramático...
Merda ! Vil ! iluzão !

Quando olhamos para o futuro de agora
Percebemos que a vida é tão curta e vazia,
Dos passados de outrora
Só nos resta a mão fria.

Quando pergunto o motivo de viver,
Não há respostas, porque não parece existir.
Jogado no redemoinho de sofrer
A praga de viver em mim !

A dura contradição agora é regra atroz.
Se antes podia ficar sem te ver
Agora imploro por tua voz
Para camihar até momentos de morrer.

Talvez ! Seja ela um santo sudário
Que carregerá meu sangue ja sem eco.
A morte que carrega como otário
A vida de que Deus tratou como boneco.

A vida é assim... Não há presente !
Se pararmos por agora nos deparamos com o fundo.
Se alcansarmos mais a frente
Chegaremos imundos !

Sou um parte que não merece a dor no meu peito,
Porque eu não mereço nada.
Do tudo nada tem jeito,
Do muito pouco se acaba.

Éh ! mais uma vez lágrimas sem fim...
Que irão ecoar por uma lembraça
Nas tardes das horas ruins
Sam nada... Sem bonança !

A vida é cuta ! - Diz o dito popular
Por que nasci deus não me deixão explicação
Me expugnou para chorar
nas mágoas de infinita solidão !

Quem me dera não mais acordar
E ser só flores no jardim.
Sei que só minha mãe vai chorar.
O mundo ! Nem Deus gosta de mim !

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