Monday, May 28, 2007

Lágrimas de um Enfermo Poético

Longe de teus encantos vivo na nostalgia
Em desconsideráveis tensões
Preso na tristeza de uma funesta alegria.
- Sou laico e idôneo, poesias sem emoções.

Sem teu braços eu sou doente
me afogando nas lonjuras de um mar bravio
Com teu corpo ausente
Sou fogo que não esquenta o frio.

Preso no silêncio obscuro de um furacão
Com parte d'alma de um actor
transbordado de amor na amplidão
Tentando ludibriar a praga da dor.

Sinto nos meus olhos o pranto da morte
No peito, nas mãos as denaides tão frias.
Que rogam por mim no inferno ainda forte
Nas trevas de uma ilusão vazia.

O diabo me traz a solidão como um licor
Um doce veneno como a Hidra de Lerna
Aprofundamdo-me nos desejos de um ébrio vencedor
Indo ao inferno do fundo de uma taverna.

Sinto a escuridão podre chegar
Não vejo mais nem a sombra de meu nariz
Sem você só sinto a amargura de chorar
O asco podre de não ser feliz.

Uma idéia, uma obsessão - Você !
Tudo que torna meu canto rouco
É gritar ao céu e perceber
As ancias que me deixam louco.

Tu ! Só você tens na mão a chave
Que pode devolver-me o humor
Ou então pode ser que me agrave
A insensatez por falta de teu amor.

As Orquídeas do Inferno
Me repelem a chama de tua beleza
no gélido acre de nosso inferno
Com almas que me furtam a certeza.

Eu almejo com insanidade teu esplendor.
- Ó fascínio de minha vida
Vinde a mim como bela flor,
Traz a mim a paz em vida.

Eu quero fugir do Diabo que me convém
que atormenta meus anos
que vai e volta sem vintém
Me enchendo de mais e mais desenganos.

Tu me dá esperança na vida e mocidade,
Me deixas forte como um Deus
Pena, tu somes na cidade
Deixando-me no frio sem os braços teus.

Sou ermitão, Ateu e Bucólico,
um paradoxo do engano,
Um escolhido, Artista e melancólico
preso em teus encantos no oceano.

convercei com Leviatã
No fundo saturnino do mar,
o demônio me explicou sobre o afã.
- Minha desgraça é te amar !

Seus sussurros como o som do alaúde
Vem sereno e me tortura
Junto a morte que me ilude
Empurrando-me a sepultura.

Teu ser em um beijo me invade
Me rouba, me destroi, me parte
Com pura sensibilidade
Tu vens como pura arte.

Quando longe eu não sinto calor
Nada me tira um riso,
Eu quero, necessito de teu amor
Não há nada... Você é tudo que eu preciso.

Você me fascina como aurora
E me toma como de açoite.
Longe, parece que me ignora.
Eu vivo no consolo, no término... A noite.

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