Wednesday, May 02, 2007

Triste Destino dos Meus Desatinos.

Não choro por você, nem por ninguém
As minhas lágrimas são de minhas próprias confusões
Não é por nós nem por outrem
O ideal são minhas incertas convicções.

Solto palavras com ímpeto do momento
No fronte da indecisão de agora
Como tudo termina no fim sem sentimento
Eu, você...A gente...Nós jogamos tudo fora !

São certas decisões que nos completam
É o pragmático ser da paixão que nos torna a loucura
E de tudo que se vai, sentimentos nos restam
No desprazer do fim em plena amargura.

Minha impureza de pensamentos soltos
É que traz a paz que eu necessito
Sem teus olhares devassos e revoltos
Como de quem me argumentasse em pleibicíto

Não te amo, como os loucos devem amar seu amor
Mas te desejo na veracidade que levo a vida
Eu brinco com palavras ousando seu furor
Mas sempre me abro uma ferida.

Não culpo a lógica de tua vida simples desregrada,
Não culpo a tua covardia.
Não pretendo te ver desventurada
Não... Eu quero ainda que tu sorrias.

Eu sou um hipócrita que sabe dissimular
Sou um asno que sabe como refletir,
Eu sou uma peça divina do dom de enganar
Nada mais faço, com a merda do prazer de iludir.

Ser poeta não é chorar com plenitude
Mas é viver sem esperança
Nos verdores da paz que me ilude
Nas horas da minha amarga bonança.

Pobre é do coração amargo que carrega um triste destino
De ser um poeta, que ama o inseguro.
As horas de desventura em desatino

Me afogando em um amor tão impuro,

A parte que me cabe no mundo da agora
É o vazio que tudo me deixou,
De meu passado e presente, o que me resta agora ?
Em mim só a tristeza se fixou.

Não choro por um fim
Não... Tudo um dia tem que acabar
Mas os ais que vagam em mim
São os lamúrios que ainda hei de chorar.

Sou poeta, porém não quero caducar como tais
Vou viver na luxúria enquanto durar a mocidade
Na eternidade quando não der mais
Vou me matar revendo as verdades.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

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9:25 AM  

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