

Sabe, às vezes olhando outrora, refletindo sobre o futuro
Perco-me em redoma desfeita de vidro embaçado,
Sufocado por uma saudade de um fruto não maduro,
Eu amo o meu presente, mas não perco o laço com o passado.
Amigos, Amores, tantas são as emoções e aventuras
Que me furtam alguns afãs do tempo de mocidade,
Para me elevar em um campo de novas criaturas,
Hoje ! “Sabendo” a mentira e a verdade.
Quando encontro amigos de amizade já passada
Recordo-me das farras, zoeiras e merdas que eu já fiz.
Agora encostado sobre o colo de minha amada,
Aprecio a mais correta escolha que já fiz.
Tempos como no verão era bom sair com amigos,
Sem independência, mas se achando o maioral,
Nunca colecionei uma farpa de inimigos.
Por isso eu gosto da minha vida opcional.
Estou vivo e vivendo com meu grande amor,
Que de todas as aventuras, foi à paixão mais forte,
Que de todas as escolhas, foi sem pavor,
Que de todos os pavores, foi com muita sorte.
O meu passado, não volta mais,
Sei que tudo de antes já passou,
O medo da vida já não me apraz,
Todo o erro que eu tive foi o que me forjou.
Sou tão perfeito e incompleto,
Que às vezes me furto de alegrias correntes,
Que me impulsionam para longe mais discerto
Não escapo do passado, porém amando o meu presente.
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