Quando tudo está perdido
Quando os sonhos se perdem
Nas paredes desenhadas por Dédalos
No Recôndito espaço da real obscuridade
Que chamamos de vida...
Perdemos também a fé intrínseca
Que no aprofundamento do átimo de nascer
Conosco vem de sobreaviso ao invisível
Perene e trivial ao desejo de sofrer.
Quando nosso lânguido andamento
Fica nas pedras espaçosas pelo caminho
Labirintos se formam para nos afastar da luz
Como o ser de Ovídio descrito na escuridão
Ficamos insensatos em cada curva sem publicação
Em cada lago sem reflexo da exatidão.
A vida é assim...
Quando no olhar tudo está perdido ...
Não há vigor nas pernas para correr,
Não há reflexos para das rochas desviar.
Perdemos nossas vidas como um rio seco a chorar
Sem lágrimas para o silêncio se desfazer,
Mas com o prelúdio de algo que nunca aconteceu.
Quando tudo está perdido meus "Eus" me fazem um nada
Sem labirintos, sem cortes na carne e sem sorriso.
Sem mitologia sou aquele que vaga,
Sem vida sou aquele que apenas vive
E quando tudo está perdido no olhar da imaginação
O sempre é o que não se definha na palma da mão.
Precisamos ser aquele que os outros vêm
Em suas sombras demasiada em prepotência,
Sem vão para ser pomposo no sóbrio d'alma.
Precisamos sim da solidão - Meus "Eus"
Não quero a fúria do desespero presente
Nem o abraço da calma lânguida de fé,
Não quero o labirinto das causas perdidas
Nem o caminho de coisa alguma no vento.
Não quero ser "Eus"
Disperso em nuvens de perspectivas
Sou o rancor que parte em mil pedaços
Sem um razão para ressurgir em união d'alma
Sem firmeza para com passos do labirinto fugir.
Disperso em pensamentos soltos no furacão
Sou o que não se habita a bem aventurança
Sou aquele confuso ser da cegueira
Sem paz... Sem Vida......
Quando como me perdi.
A fé que jamis tive, jamais me fará reviver,
O labirinto que jamais cruzei jamais me deixará partir,
Assim como tudo está perdido
Em meu "Eus" eu também me perdi.
Não há aquele esperança do momento do nascer
Só há dúvida do abismo que se pode cair.
O vigor nas pernas se enferruja com lágrimas secas,
A força do impulso pra frente... Se perdeu distante.
Sem amor da vida tudo se perde
E enquanto houver rancor...
Nunca haverá um rútilo sublime de paz
Somente a ausência de algo que nunca vai...
Sem o amor de viver somente a dor faz âncora no cais.

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