Não importa...
Não importa o que eu diga,
Não importa o que eu faça,
Não importa como eu faça,
Tudo se distorce quando não vemos.
Quando aluz se perde na turbulência,
Quando o
grito silencia dentro do peito.
Não importa
quantas vezes falei – Te amo!
Não importa
o passado que vivemos
Mas importa
o presente na ausência do sorriso
Que a dor
roubou dos lábios deste bravio.
Nada importa
do antes
Se outrora o
lábio sorriu e a gora não há mais.
Não posso
lutar contra minhas asneiras da loucura mundana,
Das
fraquezas humanas, dos erros tolos.
Não importa
…
Não dá pra
mudar o curso da pedra arremessada
O cuspe
impelido ao alto,
Não dá pra
recursar a vontade proferida e os erros aparentes.
Não importa
quantas vezes a brutal vida bateu.
Não importa
se o teto de vidro se quebrou,
Não importa…
Fiz minha
parte na incoerência de viver,
Fiz parte
dos tropeços nas pedras pelo caminho,
Fiz a minha
parte na distância que há no agora.
Não importo
o tocar antigo dos nosso lábios,
Nada importa
se o passado é somente o que passou,
Sem a
procedência do risco de viver o hoje.
Somente
importa o esquecimento de agora
Poque o
passado se apaga nas cinzas do tempo
Que é morto
como quem não aceita o caminho do abismo.


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