Thursday, September 18, 2014

Meu hoje



















Em minas veias o ódio cresce em rancor
Como o monstro de Lerna em reconstituição da vida
Sobre as águas de um pântano lúgubre
Cujo o mau é inevitável a alma.

Pode a cabeça cortar e queimar no fogo,
Pode incendiar as palhas mas não chegará ao coração,
Onde habita Tifeu no lugar da serenidade,
Onde mora a dúvida do futuro presente.

Na mocidade não era a amolação o meu demônio
Não era o acre o sabor em minha boca.
Em tempos que se perderam, também se foi a paz
E o que restou…Sou eu que não me amo mais.

Um dia eu sonhava como sonha a debutante
Era como a noiva que aguardava o sim.
Hoje não me contenho como água calma de uma represa
Sou dinamite arruinando uma pedreira.

Como pode o sangue mudar para o fel ?
Como pode o olhar perder o brilho de viver ?
Não posso ser o que eu era, o que eu fui.
Aonde foi que me perdi ? no que foi que me tornei ?

Nuca quis me tornar o motivo do meu fim
Nem mesmo as cousas de minhas doenças,
Nunca quis guardar a fúria das frustrações vivida
Agora só resta pedir a Deus para me libertar da prisão desta carne



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