Doces Cinzas
Doces cinzas caem sobre mim…
Fuligens do
inferno que erudiram sobre pensamentos
Que revelam
o lúgubre céu do fim,
Entre
frustrações das cordas dos acontecimentos
Que passam,
arrebentam, distorcem e levam o sorriso.
Cinzas
repousam em meus lábios secos… Rachados
E empedram
as dores que não preciso
Antes de eu
tê-las levadas
Para o
abismo do frio esquecimento
Antes de eu
fechar os olhos em sonhos
De um futuro
sujo em apodrecimento
Dos infantis
olhares dos escuro medonho.
Por que
sofrer é tão fácil assim ?
Por que o
que é ruim não é finito ?
Não
compreendo as confusões formadas em mim
Tão menos
por que o que é dor vem com um grito.
Assim como
em Pompéia morreu a felicidade
Parece com a
vida quer só empedrar o que feio,
As cinzas
como as frustrações vem com a maldade
Que
aprisiona… Que Tira o rútilo e parte ao meio.
Doces cinzas voam com o vento
E no frio d'alma dorme e aguarda como a fênix,
Enquanto restar uma centelha de dor
A amargurar vai brotar no sorriso, no lábio e no olhar.
Só restará pedir desculpas pelo que não fiz ao meu amor,
Enquanto restar estas cinzas vazias...
Pedir desculpas pelos momentos que não sorrir
Das confusões d'alma que deixei escapar
Dos lamentos que escondi nos labirintos da confusão
Mas das cinzas brotam e saem para se amostar.
Doces cinzas da pura confusão.


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