Tuesday, February 10, 2015

Doces Cinzas
















Doces cinzas caem sobre mim…

Fuligens do inferno que erudiram sobre pensamentos
Que revelam o lúgubre céu do fim,
Entre frustrações das cordas dos acontecimentos
Que passam, arrebentam, distorcem e levam o sorriso.
Cinzas repousam em meus lábios secos… Rachados
E empedram as dores que não preciso
Antes de eu tê-las levadas
Para o abismo do frio esquecimento
Antes de eu fechar os olhos em sonhos
De um futuro sujo em apodrecimento
Dos infantis olhares dos escuro medonho.
Por que sofrer é tão fácil assim ?
Por que o que é ruim não é finito ?
Não compreendo as confusões formadas em mim
Tão menos por que o que é dor vem com um grito.
Assim como em Pompéia morreu a felicidade
Parece com a vida quer só empedrar o que feio,
As cinzas como as frustrações vem com a maldade
Que aprisiona… Que Tira o rútilo e parte ao meio.
Doces cinzas voam com o vento 
E no frio d'alma dorme e aguarda como a fênix,
Enquanto restar uma centelha de dor
A amargurar vai brotar no sorriso, no lábio e no olhar.
Só restará pedir desculpas pelo que não fiz ao meu amor,
Enquanto restar estas cinzas vazias...
Pedir desculpas pelos momentos que não sorrir
Das confusões d'alma que deixei escapar
Dos lamentos que escondi nos labirintos da confusão
Mas das cinzas brotam e saem para se amostar.
Doces cinzas da pura confusão.



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