Delírio de Nós
Minha língua deslizando em seu dorso nupcial
Com o fulgor dos amantes mundanos e etérios
Perdido em meio aos ares da efusão do nosso suor
Em torpor erudido de fragmentos da nossa sobriedade.
Louco e perdido em meios as brumas de orvalhos
Que por entre tuas pernas me invadia de candura e desejo.
- Inferno dos mortais- Assim é nosso vinho de prazer
De loucuras de um anjo sem Deus
Na carne firme de tuas coxas embebidas de langor.
Deslizando meus lábios por tua sinuosidade de Vênus.
Apontando o caminho do êxtase insensato da aureola
Minha boca mordendo tua pele com fulgor
Minha língua ressequida querendo mais o teu prazer.
Você me invadiu com um flerte de inocência
E incoerente me firmei em não te desejar
Agora repousando em teu dorso lívido e quente
Apontando o caminho do êxtase insensato da aureola
Minha boca mordendo tua pele com fulgor
Minha língua ressequida querendo mais o teu prazer.
Você me invadiu com um flerte de inocência
E incoerente me firmei em não te desejar
Agora repousando em teu dorso lívido e quente
Eu me pego partindo a um horizonte desconhecido
E maravilhado com tuas gotas de suor e devassidão.
Parto deste corpo presente na doença deste mundo
Parto mas deixo meus pensamento no profundo lago do nosso amor.
Parto deste mundo sombrio e algoz
Parto da balbúrdia dos mal educados para o silêncio de
depois.
Parto desta vida sem recompensa
Para viver ao teu lado na felicidade de nós
Consumindo tua maçã de luxúria e persuasão
Que me leva a desejar partir deste mundo
Para vive em você… Os dois em um só.
Para vive em você… Os dois em um só.


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