A arte que arde
Há arte mais
profana
que o corpo
de mulher ?
É paz, é
loucura, é poesia mundana
É balburdia
da briga entre a sensatez e a fé
Como pode
uma carne tão saborosa
Que na alma
deixa parte de teu sabor,
Que na boca
me beija tão amorosa.
É paixão, é
luz, é breu é amor
No corpo
veste ceda, veludo, não sei o que é…
Faz parte do
brisa, do orvalho, não pode ser normal.
Assim é o corpo
da mulher:
Tão puro,
tão doce, tão carnal
É arte que
faz parte da poesia
De todo o
ser apaixonado,
É a parte da
mais doce alegria
Que briga
entre a religião e o pecado
Tudo que é
profano e sastisfaz,
Seduz tanto
o homem quanto a própria mulher,
O enlevo, o
encanto ali jáz
Assim…tão
doce, um corpo que É
É a causa da
razão endoudecida
De brigas e
paz,
É tenra, é
doce, no mais embebida
No Tango, na
Salsa, no Samba e no Jaz


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