Friday, March 25, 2011

"Derrepente não mais que derrepente"





As coisas acontencem derrepente
E a cada passo algo pode voltar,
Como os gritos que ecoam livremente
Um dia retornam para assustar.

Quero viver sem prestar atenção na hora,
Saborear as vitórias sem medo do fracasso
Dos erros das quedas de outrora
Dos pulos, do caminhar de cada passo.

Queria sim poder voar,
Olhar o mundo de cima sem medo de cair.
Mas... A queda é um sonho querendo acabar
É a vida querendo se esvair.

Por que existe o derrepente, a volta ?
Eu queria sentir a brisa sem preocupar-me com a ventania.
A alegria que pode virar revolta,
Assim... Acabando com o dia.

Por que a vida é um caminho escuro?
Porque não há luz aonde não se pode ver !
Assi, por mais que me asseguro
Não tem como deixar de sofrer.

É doloroso o punhal da verdade
Quando abre os olhos para o abismo das contradições.
Puro ! Ínfimo os ardores da crueldade
No sonhar dos corações.

Por que derrepente do riso se faz o pranto?
Eu quero mais. Eu quero a felicidade.
Não me importa se há mais desencanto
No aprendizado dos verdoures da mocidade.

Pois da mocidade está passando
E derrepente não se vê por onde se passa.
Não vou ficar a todo tempo me lamentando.
A vida é feita de acasos e sempre há Graça.

Wednesday, March 02, 2011

A vida em frente ao meu passado



Sabe, às vezes olhando outrora, refletindo sobre o futuro
Perco-me em redoma desfeita de vidro embaçado,
Sufocado por uma saudade de um fruto não maduro,
Eu amo o meu presente, mas não perco o laço com o passado.
 
Amigos, Amores, tantas são as emoções e aventuras
Que me furtam alguns afãs do tempo de mocidade,
Para me elevar em um campo de novas criaturas,
Hoje ! “Sabendo” a mentira e a verdade.
 
Quando encontro amigos de amizade já passada
Recordo-me das farras, zoeiras e merdas que eu já fiz.
Agora encostado sobre o colo de minha amada,
Aprecio a mais correta escolha que já fiz.
 
Tempos como no verão era bom sair com amigos,
Sem independência, mas se achando o maioral,
Nunca colecionei uma farpa de inimigos.
Por isso eu gosto da minha vida opcional.
 
Estou vivo e vivendo com meu grande amor,
Que de todas as aventuras, foi à paixão mais forte,
Que de todas as escolhas, foi sem pavor,
Que de todos os pavores, foi com muita sorte.
 
O meu passado, não volta mais,
Sei que tudo de antes já passou,
O medo da vida já não me apraz,
Todo o erro que eu tive foi o que me forjou.
 
Sou tão perfeito e incompleto,
Que às vezes me furto de alegrias correntes,
Que me impulsionam para longe mais discerto
Não escapo do passado, porém amando o meu presente.


Desencantos


Como o encanto por desencanto pode se transformar

No manto do silêncio sem socorro,

Em lágrimas secas sem chorar,

Que arranha a garganta em forte esporro.

Como a vida dá volta circundado a felicidade

Nas hastes sobressaídas das horas de solidão.

O que é a vida além da mentira e verdade

Feitas para escondermos o natural do coração.

As sombras dos mundos que fazemos no escuro

É que nos mantém firmes e de pé,

Com o encanto que se acaba com um soco duro

Nas mãos de uma forte dor de um qualquer.

Como por desencanto acaba o encanto

Que tanto embalou o coração apaixonado,

Em vez do sussurro enamorado só há o pranto

No peito sem ferida, mas tão magoado.

Como a mágoa surge se não há briga ?

Como a vida da volta sem darmos voltas ?

Assim o amor se acaba sem vida,

Na aspas de tristes revoltas.