Thursday, March 19, 2015

Meu Paradoxo
















De Todos os horizontes caem os que estão morrendo
Em Uma coroa sem glória em abissal desgosto.
Eu só quero qualquer lugar em silêncio
E a escuridão que está sempre comigo

Eu choro Ecoando em um riso doce
Esperanças quebradas abaixo da superfície.
Com olhos assombrados eles me encaram... Eles encaram!
Através de águas negras, tramam o fim
E uma triste figura deformada me encara saudosamente ao longe.
Nunca vi mais belo o horror dos montes da flição
Nunca no abismo de meu querido desespero
Nunca no abismo me vi tão perto

Cego em delírio, navegando o contínuo fluxo de nada
Submergido no limbo da náutica eles cantam a tempestade
Oceanos amplos, delírios amplos, para sempre  valorizar o vazio
Visão infundida, confundida e embebida na ilusão
Das mentiras celestiais e das verdades mundanas.

Olho o horizonte sem glória e com rancor de outrora
Tempo em silencioso revela tragédias privilegiadas
Todos os triunfos foram afogados e as sirenes caladas
O Tempo silencioso revela…
Todos os triunfos foram afogados e esquecidos
E agora somente o nada, o abismo, o horizonte…
Qual parte da parte que me cabe vou escolher ?
Sinfonia para o peregrino intrínseco ecoa em mim
Acordado  e discordante minha opulenta alma voa, co’a névoa
Zarpando do paradoxo perdido para um paraíso encontrado

Preso dentro da caixa de música de pandora
Assistindo o portal de mim…
Gritando por paisagens sonoras tecidas no desespero de ser
Com um cão deitado aos meus pés guardando o esquecimento
DofFrio brilhantismo celestial
Em um quadro sem moldura, vibrante em lágrimas

Duas lembranças para eternidade e só...
Um punhado da terra e o sorriso da minha doce flor
Quando não mais acreditar no bem, no futuro e em algo bom.
Perdido entre constelações de proveta no teórico Big Bang sem Deus,
Vou a caminho de onde não há âncoras, sem cais,sem recepção.
Lugar este onde Eles não mais me faram sangrar.
O medo… As frustações… As angústias
Tornaram-se pó diante do horizonte sem glória

Choros por saber que os sonhos morrem, se desfazem e mutilam.
Choro por acreditar que o único sentido de ser carne e sangue
È nada mais que a dor de sangrar

Ode a Eles

















Beleza e volúpia se encontram neles
Quando em meu toque arqueias às costas
E em rubro entumecido ficam a encantar minh’alma
Com ardores do encanto de vê-los.
Parte figura um anjo,
Parte figura um fogo.
Parte me parte
Parte me transforma.
Tão belos às carícias dos lábios meus
Que rígidos ficam a me seduzir
Co’as curvas da beleza divina
Entre dois pontos e uma delícia.
Me alimenta com langor,
Me faz sorrir…
Me aquece no fogo de nós
Me faz viver…
És a definição da luxúria
Com a inocente vida de uma flor
Assim…São belos os pares de amor.
Feitos para união dos nossos corpos,
Feitos para o deleite de meu olhar,
Feito para o bem de me matar.
São belos, são doces, são suaves.
Parte demônio,
Parte Anjo,
E a melhor parte mulher.
São feitos para o amor,
São feitos para amar.