Quero o Silêncio
Quero o silêncio das noites Soturnas
Corroendo
meus pensamentos Vultuosos,
Logrando o
sangue passivo das veias
Que aos
poucos se esvai em fantasias funestas.
Quero o silêncio
dos dias danosos
Que influem
nas decisões perdidas dos contaminados.
Aquele
silêncio que faz o ouvido zumbir
Nos momentos
da sarcástica paz de solidão.
Quero o
Silêncio como dos dias de vento
Que traz o
som dos fantasmas de antes,
Antes
perdidos no instante de morrer,
E guardado
na momento pós gozo.
Quero me
perder no silêncio que nunca me acompanhou
Nos dias que
não me fiz presente,
No Silêncio
em que me sufoquei
Perdendo a
sanidade de alma ausente.
O silêncio
das noites mal dormidas
Procurando por
nada mas esperando o vil.
O silêncio
que aguça o sentido do medo
E faz o
invisível nos saltar os olhos em vultos dançando nas paredes.
Quero o
silêncio de uma lágrima,
Quero o
silêncio de um nó na garganta,
Quero o
silêncio de um tédio
Das horas de
um longo pesadelo.
Quero me
afogar no silêncio da luxúria
De dois
perdidos em gemidos e afagos e suor.
Quero me
perder no silêncio dos sussurros
Que os
amantes imortalizam na no momento te partir.





