Saturday, September 20, 2014

Quero o Silêncio



















Quero o silêncio das noites Soturnas
Corroendo meus pensamentos Vultuosos,
Logrando o sangue passivo das veias
Que aos poucos se esvai em fantasias funestas.
Quero o silêncio dos dias danosos
Que influem nas decisões perdidas dos contaminados.
Aquele silêncio que faz o ouvido zumbir
Nos momentos da sarcástica paz de solidão.
Quero o Silêncio como dos dias de vento
Que traz o som dos fantasmas de antes,
Antes perdidos no instante de morrer,
E guardado na momento pós gozo.
Quero me perder no silêncio que nunca me acompanhou
Nos dias que não me fiz presente,
No Silêncio em que me sufoquei
Perdendo a sanidade de alma ausente.
O silêncio das noites mal dormidas
Procurando por nada mas esperando o vil.
O silêncio que aguça o sentido do medo
E faz o invisível nos saltar os olhos em vultos dançando nas paredes.
Quero o silêncio de uma lágrima,
Quero o silêncio de um nó na garganta,
Quero o silêncio de um tédio
Das horas de um longo pesadelo.
Quero me afogar no silêncio da luxúria
De dois perdidos em gemidos e afagos e suor.
Quero me perder no silêncio dos sussurros

Que os amantes imortalizam na no momento te partir.


Thursday, September 18, 2014

Os "Poréns" da solidão













Porém, a vida é feita de companheiros à solidão
É feita de vícios que nos guiam,
 
Porém, a solidão é o vício que nos aprisiona,
 
Como a vida que não sabemos para aonde vai.
 

Como viver bem na floresta de pedra
 
Tentando derrubar o mais alto,
 

Aprisionando o pássaro para vê-lo cantar.
Porém, o canto não o livra de ser sozinho. 

Não é porque foge um sorriso no rosto
 
Que a alegria está em demasia no instante
Não dá para definir a solidão, não, não dá.
A solidão é um amargor somente para quem a degusta. 

Porém, só o que me interessa é a verdade homiziada
No lago profundo e oprobrioso da Minh'alma, 
É o porque de cada dor que prossegue uma lágrima
 

Que some no atrido de minhas sujeiras. 

Os vícios que nos atormentam são demônios 
Que nos prendem inertes a paciência frouxa.
Demônios que vagueiam nos labirintos
sem luz Dos "poréns" que extraviam a sensatez.

A solidão é pratica e não teoria.
A vida é pratica e não lógica. 
A lógica dos loucos é a solidão infinita
 
No infinito da vida curta de um átimo de pureza.


Somente lembranças de você

Somente a aurora em teu olhar,
Somente o esplendor de teu sorriso,
Somente o fulgor de teus abraços
Somente você…

Caso parta para o jardim dos homens esquecidos
Somente a tua pela levarei de lembraça,
Somente o sabor de teus beijos carregarei na escuridão,
Somente o calor entre tuas pernas no caminho aonde eu vou.

A devoção em teu olhar quando me amava
O entusiasmo de tua lingua a procurar o infinito em mim,
Somente me apegarei a lembranças doces
E tudo mais não é como eu sonhei.

Minha apatia de ser lúdico ficará no escuro,
Minha destresa de fazer o errado e justificar também não vou levar,
Meus hábitos de fazer o ruim também quero deixar,
Somente a lembraça de você quero carregar.

Na meada de ser o que o mundo queria
Me esqueci de amar o amor que me retribui com paixão,
Me corrompi com o gosto pelo de nunca ter…
Me deixei levar pelo nevoeiro de subsistir.

Somente a voluptuosidade de tua carne
Somente o teu hálito languidamente me beijava
Somente teu fulgor quando nos amávamos.

De tudo… Somente lembrança de você

Meu hoje



















Em minas veias o ódio cresce em rancor
Como o monstro de Lerna em reconstituição da vida
Sobre as águas de um pântano lúgubre
Cujo o mau é inevitável a alma.

Pode a cabeça cortar e queimar no fogo,
Pode incendiar as palhas mas não chegará ao coração,
Onde habita Tifeu no lugar da serenidade,
Onde mora a dúvida do futuro presente.

Na mocidade não era a amolação o meu demônio
Não era o acre o sabor em minha boca.
Em tempos que se perderam, também se foi a paz
E o que restou…Sou eu que não me amo mais.

Um dia eu sonhava como sonha a debutante
Era como a noiva que aguardava o sim.
Hoje não me contenho como água calma de uma represa
Sou dinamite arruinando uma pedreira.

Como pode o sangue mudar para o fel ?
Como pode o olhar perder o brilho de viver ?
Não posso ser o que eu era, o que eu fui.
Aonde foi que me perdi ? no que foi que me tornei ?

Nuca quis me tornar o motivo do meu fim
Nem mesmo as cousas de minhas doenças,
Nunca quis guardar a fúria das frustrações vivida
Agora só resta pedir a Deus para me libertar da prisão desta carne



Wednesday, September 17, 2014

Não importa...

















Não importa o que eu diga,
Não importa o que eu faça,
Não importa como eu faça,
Tudo se distorce quando não vemos.
Quando aluz se perde na turbulência,
Quando o grito silencia dentro do peito.

Não importa quantas vezes falei – Te amo!
Não importa o passado que vivemos
Mas importa o presente na ausência do sorriso
Que a dor roubou dos lábios deste bravio.
Nada importa do antes
Se outrora o lábio sorriu e a gora não há mais.
Não posso lutar contra minhas asneiras da loucura mundana,
Das fraquezas humanas, dos erros tolos.
Não importa …

Não dá pra mudar o curso da pedra arremessada
O cuspe impelido ao alto,
Não dá pra recursar a vontade proferida e os erros aparentes.
Não importa quantas vezes a brutal vida bateu.
Não importa se o teto de vidro se quebrou,
Não importa…

Fiz minha parte na incoerência de viver,
Fiz parte dos tropeços nas pedras pelo caminho,
Fiz a minha parte na distância que há no agora.
Não importo o tocar antigo dos nosso lábios,
Nada importa se o passado é somente o que passou,
Sem a procedência do risco de viver o hoje.
Somente importa o esquecimento de agora
Poque o passado se apaga nas cinzas do tempo
Que é morto como quem não aceita o caminho do abismo.

Em boa hora
















Na ocasião da conjuntura de se viver
Somos apenas um verbo perdido da poesia
Descrita da débil virtude de nunca ser,
Uma porção estilhaçada de um dia

Temos sonhos tênues de prazeres profanos
Que nos afãs das horas de uma noite perdida
Damo-nos conta de quão louco mediano
Nos furtamos o cálice da bebida.

A Amargura do líquido em níveo fel
Que da taça da vida do vão viver
Sem poesia se perde como um réu
Nos emaranhados da trilha do sofrer.

O que ser se não um verbo que nunca foi escrito
Nas mão trêmulas da lânguida vida,
Apenas uma porção arrancada do pó contrito
Da onde retornará a mesma avenida.

Somos um sonho dos cegos
Que do brilho só se enxerga a escuridão
Que perdido nos próprios egos
Da bebida que lacera o coração.

De alguma forma sabemos que vamos em boa hora
Ao jardim do pó que um dia nos fez carne.
Os sonhos lascivos se perderá no agora
No peito que não mais arde.




Vãs

Te amar não é proferir palavras vãs
Com dizeres que um louco sem amor diria
Cumprindo apenas os inevitáveis do afãs
Que a vida impregnou nas luxúrias de um dia.

Não cito aos montes um amor de folhas
Entranhado de palavras de um doudo fingido,
Porque te amar  não é como feridas em bolhas
De sons em inexatos gemidos.

Não jogo palavras para que te deixe muito aquém
De alguém que só quer de entre suas pernas o calor.
Não  me faço de saber sobre  um bem
Que de nada respeita minha dor.

Sunday, September 14, 2014

Quando tudo está perdido
















Quando os sonhos se perdem
Nas paredes desenhadas por Dédalos
No Recôndito espaço da real obscuridade
Que chamamos de vida...
Perdemos também a fé intrínseca
Que no aprofundamento do átimo de nascer
Conosco vem de sobreaviso ao invisível
Perene e trivial ao desejo de sofrer.

Quando nosso lânguido andamento
Fica nas pedras espaçosas pelo caminho
Labirintos se formam para nos afastar da luz
Como o ser de Ovídio descrito na escuridão
Ficamos insensatos em cada curva sem publicação
Em cada lago sem reflexo da exatidão.
A vida é assim...
Quando no olhar tudo está perdido ...
Não há vigor nas pernas para correr,
Não há reflexos para das rochas desviar.

Perdemos nossas vidas como um rio seco a chorar
Sem lágrimas para o silêncio se desfazer,
Mas com o prelúdio de algo que nunca aconteceu.
Quando tudo está perdido meus "Eus" me fazem  um nada
Sem labirintos, sem cortes na carne e sem sorriso.
Sem mitologia sou aquele que vaga,
Sem vida sou aquele que apenas vive
E quando tudo está perdido no olhar da imaginação
O sempre é o que não se definha na palma da mão.

Precisamos ser aquele que os outros vêm
Em suas sombras demasiada em prepotência,
Sem vão para ser pomposo no sóbrio d'alma.

Precisamos sim da solidão - Meus "Eus"

Não quero a fúria do desespero presente
Nem o abraço da calma lânguida de fé,
Não quero o labirinto das causas perdidas
Nem o caminho de coisa alguma no vento.
Não quero ser "Eus"

Disperso em nuvens de perspectivas
Sou o rancor que parte em mil pedaços
Sem um razão para ressurgir em união d'alma
Sem firmeza para com passos do labirinto fugir.
Disperso em pensamentos soltos no furacão
Sou o que não se habita a bem aventurança
Sou aquele confuso ser da cegueira
Sem paz... Sem Vida......
Quando como me perdi.

A fé que jamis tive, jamais me fará reviver,
O labirinto que jamais cruzei jamais me deixará partir,
Assim como tudo está perdido
Em meu "Eus" eu também me perdi.
Não há aquele esperança do momento do nascer
Só há dúvida do abismo que se pode cair.
O vigor nas pernas se enferruja com lágrimas secas,
A força do impulso pra frente... Se perdeu distante.
Sem amor da vida tudo se perde

E enquanto houver rancor...
Nunca haverá um rútilo sublime de paz
Somente a ausência de algo que nunca vai...
Sem o amor de viver somente a dor faz âncora no cais.