Monday, October 30, 2006

Minha alegria

Minha alegria é como o orvalho que na grama se agita
Desce e escorrre, inflama na terra nova vida
Brilha no fim da noite aflita
Morre de nostalgia se dissolve e grita

Minha alegria percorre as pétalas de uma flor
Embebe-se do eflúvio se desmancha no espinho
Cai na terra perdendo o langor
Com o sol se dissolve e toma um outro caminho

Como gota de orvalho que vive no sereno
Minha alegria também tem tempo curto
Vive num espaço vago latejante e pequeno
minha alegria é assim vive na noite, no dia é só um vulto.

Minha alegria goza com o canto do Sabiá e bem-te-vi
Minha vida é vida quando o sol ainda não nasceu.
Sou cura de um amor que nunca vivi,
sou praga de um amor que já morreu.


( Fabrício Souza )

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