Monday, October 30, 2006

Minha alegria

Minha alegria é como o orvalho que na grama se agita
Desce e escorrre, inflama na terra nova vida
Brilha no fim da noite aflita
Morre de nostalgia se dissolve e grita

Minha alegria percorre as pétalas de uma flor
Embebe-se do eflúvio se desmancha no espinho
Cai na terra perdendo o langor
Com o sol se dissolve e toma um outro caminho

Como gota de orvalho que vive no sereno
Minha alegria também tem tempo curto
Vive num espaço vago latejante e pequeno
minha alegria é assim vive na noite, no dia é só um vulto.

Minha alegria goza com o canto do Sabiá e bem-te-vi
Minha vida é vida quando o sol ainda não nasceu.
Sou cura de um amor que nunca vivi,
sou praga de um amor que já morreu.


( Fabrício Souza )

Tuesday, October 24, 2006

Rosa Branca
















A perfeição se encaixa nos teus lábios
A rosa que inflama tua luxúria
me atormenta com sonhos voluptuosos
Eu sou assim... um insano nas noites de desejos!

Passo o tempo a pensar em ti
As horas corrompem minha esperança
A nostalgia toma meus devaneios em tonteantes suspiros
Ainda lembro da tua pele !

Teu perfume me entontece, me escravisa
Me ancora em teus pensamentos,anceiando por um beijo
Sou tempo que não tem horas
Sou falicidade que não tem alegria

Tu não sabes, mas meu coração é fraco !
Eu me rendi a teu encanto de flor
Uma rosa branca tão pura, tão meiga, tão perfeita !
Agora o que sou ? a tua presença me apraz.

sou um segundo que não inicia a exatidão
Sou fraco de sentimento, sou um eterno seu...
Nada sou sem tuas pétalas junto de mim
Nada sou sem teu sorriso para me alegrar

Sou um louco perdido no tormento de tua distância,
Sei que estás logo próximo de mim
Mas a tua presença nada é sem teu coração me chamando
Eu nada sou sem teu langor nos meus lábios

( Fabricio Souza )

Monday, October 02, 2006

Talvez amanhã

Eu tenho estado pra baixo e estou querendo saber porque
Estas pequenas nuvens negras que continuam andando por ai comigo, comigo
Isso é perda de tempo e eu estaria um tanto melhor
Acho que vou andar por ai e comprar um sorriso de arco-iris mas ser livre eles estão todos livres
Assim talvez amanhã e encontrarei meu caminho para casa
Assim talvez amanhã e encontrarei meu caminho para casa

Eu olho ao redor para uma vida bela
Eu estive no fundo do poço
Estive fora de si mas nós respiramos,
Nós respiramos
Eu quero a brisa e uma mente aberta eu quero nadar no oceano
Quero ter meu tempo para mimtodo para mim
Assim talvez amanhã e encontrarei meu caminho para casa
Assim talvez amanhã e encontrarei meu caminho para casa.

(Stereophonics)

(Sem título)

É, mas não sabe exatamente quem és...
Não sabe que por de trás das cortinas exalta um coração palpitante
E q um punhal fremente esta, mas próximo de sua mão que o próprio ar que concebe a vida.
Atirada na sátira d madeira no sopé da montanha, renuncia a vida como a mãe esquece seus filhos na porta da escola.
Suas lagrimas caem lentamente, queimando o seu corpo, machucando permanentemente sua alma.
Sua visao vai desvairecendo aos poucos
e estas só, na beirada de um lago que reflete sua imagem
pálida como a lua q pende no céu
e brilha no telhado das casas cinzas, opacas
corpo nu, perante o espelho
sonho q ñ passam de folhas secas acariciadas lentamente pela brisa
suspiro, sussurro de deus
único ato manchado de sangue pelas mãos da menina
historias imemoriadas, pessoas desmemoriadas
gente que passa
gente que vai
pequeno palco intimo
mundo insano
platéia dissimulada
aplausos surdos

(Livia Maria)

Lembrança de Morrer

Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
– Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minh’alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade – é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas…
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!

De meu pai… de meus únicos amigos,
Pouco - bem poucos – e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei… que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores…
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo…
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.

Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!

Mas quando preludia ave d’aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos…
Deixai a lua pratear-me a lousa!

( Álvares de Azevedo )

Amante


Quantas vezes, as mais belas vezes
As noites de amor e de ternura fora contigo,
Só em vossos lábios nutri-me com vida,
Só em vosso corpo de - Afãs e gemidos !

Tu sabes que em vosso seio
Desmaiei feito criança cansada;
Sabes também que fora só em vossos braços
que me aconcheguei nas horas de tristezas demasiadas.

Quantas vezes... Muitas vezes !
Embalei-a trêmula, férvida e amorosa
Aquelas noites de calor com todo amor
De horas puras com você maviosa.

Quem me dera encontrar-te algum dia
Já que sumiste pelo mundo a fora.
Beijar-te-ia insano e intrépido
relembrando todas as nossas horas.

Sem ti breve vão meus dias
No mundo do lamento de tantos ais,
Assim, a vida no meu peito se encerra
na dor... Sem ti e nada mais

( Fabrício Souza )

Canção em Lamúrio

Eu quero ser a essência que te faz sorrir
Nos instantes que te faz gozar.
Eu quero ser tua alma, teu esplendor
E a lágrima que te faz chorar.

Dance comigo em uma insensatez
E faça desta noite a eternidade.
Flutue comigo de fronte ao mar
Faça infinito o amor que em mim arde.

Sou teu Peri, heróico índio na margem do rio
esperando por ti, bela Ceci.
Choro sem metáfora com a alvura da lua
Choro, pois espero por ti.

Me chames de louco ou desventurado
Porque por ti tenho as horas perdidas,
Sou átimos, sou átomos sem tempo nem molécula
Sou um doudo com as horas vendidas.

Deixe-me ser teu poeta
assim imaginar-te-hei sempre como Beatriz.
Só passo os dias a pensar em vossa magnitude,
Fora de ti... uma vida... nada fiz...

( Fabrício Souza
)

Vidas Errôneas

Sussurros no ouvido da menina moça
Mãos de algodão na pele branca diamante
Palavras soltas, leves, levadas pelo vento para lugar nenhum.

Estão ali,
Em seu pequeno palco intimo,
Dois amantes embalados pela música suave
À dançar e esquecer suas aflições

Mas esse dia esqueceu ne nascer
Os dias continuaram tristes
As palavras, frias.
Seus olhos não se encontraram,
E a música nunca foi ouvida.

Agora se agarram nessa errônea fé
Que os consome e consola
Criando ilusões em um mundo insano
À espera de um amanhã que não virá.


(Livia Maria)

Sunday, October 01, 2006

O Frio de Tua Distância

A distância e tua ausência furtam a felicidade.
Sou um exilado na noite fria,
No cárcere de um sentimento.
Sou um viajante na noite fria,
No caminho do abismo.

A falta de seu langor me furta a vida.
Sou neve em fogo atroz,
no auge da mocidade errante.
sou febre de desamor,
preso no desalento da tua distância.

O teu olhar levou o rútilo e deixou-me só...
Deixou-me sem poder amar,
Deixou-me sem poder chorar.
sou perístase da solidão
no frio da eternidadede tua ausência

( Fabricio Souza )