Thursday, May 31, 2007

Mais um Dia

Hoje eu quase me entreguei,
Senti a morte me aquecendo com seu frio
Me tornando ainda mais fraco,
Me deixando com medo de viver,
Me atordoando com seu sabor
Me envolvendo com sua nostalgia.
Hoje eu cheguei a chora em silêncio.
Nem uma lágrima deixei manchar meu rosto
Nem um um ai deixei ecoar na cidade
Só chorei em abstenção da fé.
Quase perdi a esperança
Mas pensei no meu próprio poema sobre esperança
E mais uma vez chorei...
Chorei como choram as crianças,
Chorei de pirraça, birra e impregnação da preguiça.
Mas não me dei por derrotado.
Não vou me entregar .
Não vou me livrar da guerra porque eu vou vencê-la,
A batalha não a deixarei partir sem minha vitória.
Hoje eu sentir o gosto do fracasso,
Na minha língua um dissabor amargo da derrota
Nos meu olhos o manto do fracasso peculiar.
Hoje apesar de tantas desventuras pessimistas
Eu resolvi lutar...
Vou caminhar com cabeça erguida
E vou olhar meu futuro
E gritar para ele, que apesar de tudo
Eu o alcancei !
Vou para frente por mim mesmo,
Vou sim, porque meu futuro não é só meu
Mas eu ainda tenho meu amor ao lado,
Minha mãe preciosa e minha família que amo.
Vou para o futuro com uma paixão no peito,
Com minha vida em construção,
Porque eu tenho você - Meu doce Lírio branco
Porque eu tenho - minha querida amada !
porque eu tenho - minha majestosa Mãe!
Porque eu tenho me tornado completo.
Hoje foi mais um dia de desânimo,
Sei que outros virão.
Eu estou FELIZ por ter tudo o que eu não mereço.

Monday, May 28, 2007

Lágrimas de um Enfermo Poético

Longe de teus encantos vivo na nostalgia
Em desconsideráveis tensões
Preso na tristeza de uma funesta alegria.
- Sou laico e idôneo, poesias sem emoções.

Sem teu braços eu sou doente
me afogando nas lonjuras de um mar bravio
Com teu corpo ausente
Sou fogo que não esquenta o frio.

Preso no silêncio obscuro de um furacão
Com parte d'alma de um actor
transbordado de amor na amplidão
Tentando ludibriar a praga da dor.

Sinto nos meus olhos o pranto da morte
No peito, nas mãos as denaides tão frias.
Que rogam por mim no inferno ainda forte
Nas trevas de uma ilusão vazia.

O diabo me traz a solidão como um licor
Um doce veneno como a Hidra de Lerna
Aprofundamdo-me nos desejos de um ébrio vencedor
Indo ao inferno do fundo de uma taverna.

Sinto a escuridão podre chegar
Não vejo mais nem a sombra de meu nariz
Sem você só sinto a amargura de chorar
O asco podre de não ser feliz.

Uma idéia, uma obsessão - Você !
Tudo que torna meu canto rouco
É gritar ao céu e perceber
As ancias que me deixam louco.

Tu ! Só você tens na mão a chave
Que pode devolver-me o humor
Ou então pode ser que me agrave
A insensatez por falta de teu amor.

As Orquídeas do Inferno
Me repelem a chama de tua beleza
no gélido acre de nosso inferno
Com almas que me furtam a certeza.

Eu almejo com insanidade teu esplendor.
- Ó fascínio de minha vida
Vinde a mim como bela flor,
Traz a mim a paz em vida.

Eu quero fugir do Diabo que me convém
que atormenta meus anos
que vai e volta sem vintém
Me enchendo de mais e mais desenganos.

Tu me dá esperança na vida e mocidade,
Me deixas forte como um Deus
Pena, tu somes na cidade
Deixando-me no frio sem os braços teus.

Sou ermitão, Ateu e Bucólico,
um paradoxo do engano,
Um escolhido, Artista e melancólico
preso em teus encantos no oceano.

convercei com Leviatã
No fundo saturnino do mar,
o demônio me explicou sobre o afã.
- Minha desgraça é te amar !

Seus sussurros como o som do alaúde
Vem sereno e me tortura
Junto a morte que me ilude
Empurrando-me a sepultura.

Teu ser em um beijo me invade
Me rouba, me destroi, me parte
Com pura sensibilidade
Tu vens como pura arte.

Quando longe eu não sinto calor
Nada me tira um riso,
Eu quero, necessito de teu amor
Não há nada... Você é tudo que eu preciso.

Você me fascina como aurora
E me toma como de açoite.
Longe, parece que me ignora.
Eu vivo no consolo, no término... A noite.

Monday, May 14, 2007

Lamúrio de Bar

Tu me dá ardor,
Puro àtimo de amor
Constante lamento inodor
ou só somos universo da dor.

Tens na mão a vida
No caminho minha querida
Esta estrada dolorida
É chamada de pura intriga.

Da flor em mim brotou espinho
Da mágoa só canta o pinho
Agora neste instante sozinho
Mero mortal com pedras no caminho.

Teu amor é nossa paixão
No ar que me transforma em amoção
No ardores do meu pobre coração
Sou eco sem vida na escuridão.

Tudo que posso querer é teu sorriso
Mas não posso tê-la aonde eu piso
E você sabes que de tu eu preciso
Em meu destino, sou frouxo e indeciso.

Nossos corpos são pura chama
Nos delírios em que me ama
Minh'alma ainda reclama
Não querer-te só na cama.

A vida é um vago instante
Caminhamos e sejamos livros na estante
Lascivos amantes
De aventuras inda aos dias errantes.

Minha pele é tua controvérsia e incorreção,
Somo loucos em finita indagação
No lamento não nobre de uma paixão
Somos corretos sem exatidão.

Porta de casa,
Junta a asa
De um anjo em brasa
Morto na praça.

Eu tenho em ti um erro que amo
Tenho em nós ardores que reclamo
Mas a canção vem do piano
dos bares que sozinho ando.

Eu te quero muito e de Mais
Dos dias frios contigo... Paz !
Do nosso amor a paixão jaz
Não dá pra ficar sem você...


Só lágrimas no meu dia
Tua alma é minha rebeldia
você completa minha alegria
Só em tinha tenho a alforria.

Não te peço só um dia em teus braços
Quero ser o cminho de teus passos
Quero viver a beleza em teus abraços
Não dá pra ficar sem você...


Wednesday, May 02, 2007

Triste Destino dos Meus Desatinos.

Não choro por você, nem por ninguém
As minhas lágrimas são de minhas próprias confusões
Não é por nós nem por outrem
O ideal são minhas incertas convicções.

Solto palavras com ímpeto do momento
No fronte da indecisão de agora
Como tudo termina no fim sem sentimento
Eu, você...A gente...Nós jogamos tudo fora !

São certas decisões que nos completam
É o pragmático ser da paixão que nos torna a loucura
E de tudo que se vai, sentimentos nos restam
No desprazer do fim em plena amargura.

Minha impureza de pensamentos soltos
É que traz a paz que eu necessito
Sem teus olhares devassos e revoltos
Como de quem me argumentasse em pleibicíto

Não te amo, como os loucos devem amar seu amor
Mas te desejo na veracidade que levo a vida
Eu brinco com palavras ousando seu furor
Mas sempre me abro uma ferida.

Não culpo a lógica de tua vida simples desregrada,
Não culpo a tua covardia.
Não pretendo te ver desventurada
Não... Eu quero ainda que tu sorrias.

Eu sou um hipócrita que sabe dissimular
Sou um asno que sabe como refletir,
Eu sou uma peça divina do dom de enganar
Nada mais faço, com a merda do prazer de iludir.

Ser poeta não é chorar com plenitude
Mas é viver sem esperança
Nos verdores da paz que me ilude
Nas horas da minha amarga bonança.

Pobre é do coração amargo que carrega um triste destino
De ser um poeta, que ama o inseguro.
As horas de desventura em desatino

Me afogando em um amor tão impuro,

A parte que me cabe no mundo da agora
É o vazio que tudo me deixou,
De meu passado e presente, o que me resta agora ?
Em mim só a tristeza se fixou.

Não choro por um fim
Não... Tudo um dia tem que acabar
Mas os ais que vagam em mim
São os lamúrios que ainda hei de chorar.

Sou poeta, porém não quero caducar como tais
Vou viver na luxúria enquanto durar a mocidade
Na eternidade quando não der mais
Vou me matar revendo as verdades.